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06/11/21

O LIVRO DA NOBREZA E PERFEIÇÃO DAS ARMAS (XVIII)

Armas das casas de Sernige, Barros, Arco de João Fernandes, Fagundes, Gamboa, Presno, Severim, Neto, Esmeraldo, Câmara de Lobos, Sandes, Cristóvão Leitão, Macedo, Jorge Dias Cabral, Perestrelo, Mesquita, Riba Fria, Fafes Luz e Baião.

Os brasões a seguir não são de "famílias". Por exemplo, as armas dos Almeidas não são da "família Almeida". Pertencem, na verdade, a uma linhagem, neste caso à geração de Fernando Álvares de Almeida, alcaide-mor de Abrantes (1400), avô de Dom Lopo de Almeida, primeiro conde de Abrantes (1476). É por isso que o armorial nomeia a linhagem e especifica: "chefe". Esse chefe é o varão mais velho: só ele faz jus ao uso das armas direitas, cabendo aos cadetes diferençá-las. Assim, quando a varonia da casa de Abrantes se quebrou em 1633, as armas direitas dos Almeidas passaram ao primeiro conde de Avintes (1664), descendente de Dom Diogo de Almeida, prior do Crato e segundo filho de Dom Lopo de Almeida. Essas armas pertencem, portanto, ao pretendente à chefia da casa de Avintes. Contudo, é forçoso reconhecer que durante a maior parte da sua vigência só na aparência o sistema heráldico português funcionou com base em provas genealógicas, pois na realidade prevalecia a condescendência com a homofonia dos sobrenomes. Para detalhamentos, leiam-se as postagens sobre a heráldica gentilícia luso-brasileira.

Do Livro da nobreza e perfeição das armas (séc. XVI):

Fólio 40r: Sernige, chefe; Barros, chefe; Arcos de João Fernandes, chefe; Fagundes, chefe.
Fólio 40r: Sernige, chefe; Barros, chefe; Arcos de João Fernândez, chefe; Fagúndez, chefe.

Sernige, chefe: De prata com seis montes ao natural, rematados por três ervas de verde, cada uma sustendo uma flor de vermelho; chefe de azul com três flores de lis de ouro, encimadas de um lambel de vermelho, perfilado de ouro, de quatro pendentes. Timbre: Uma serpe sainte de verde, picada de ouro, com um coração de vermelho na boca.

Barros, chefe: De vermelho com três bandas de azul, perfiladas de ouro, acompanhadas de nove estrelas de seis raios de prata, postas uma, três, três, duas. Timbre: Uma banda de vermelho e uma barra de azul, brocante, carregadas de cinco das estrelas.

Arcos de João Fernandes, chefe: De ouro com um sagitário ao natural. Timbre: O sagitário.

Fagundes, chefe: De prata com cinco chaves de azul. Timbre: Duas das chaves passadas em aspa.

Fólio 40v: Gamboa, chefe; Do Presno, chefe; Severim, chefe; Netos, chefe.
Fólio 40v: Gamboa, chefe; Do Presno, chefe; Severim, chefe; Netos, chefe.

Gamboa, chefe: De vermelho com um casco de prata, guarnecido de ouro, posto de frente e sustido por um lobo de sua cor e um lebréu de prata; chefe cosido de verde, carregado de três folhas de golfão de azul, perfiladas de ouro. Timbre: O lobo.

Do Presno, chefe: Faixado de ouro e azul de seis peças. Timbre: Um abutre nascente de sua cor.

Severim, chefe: Partido, o primeiro de prata com uma bordadura composta de prata e vermelho; o segundo de vermelho com duas palas de prata. Timbre: Um cavalo nascente de vermelho.

Netos, chefe: Partido de vermelho e azul com um leão de ouro, armado e lampassado de negro, brocante sobre o partido, e uma bordadura de ouro, carregada de quatro flores de lis de prata, perfiladas de azul, alternadas com quatro folhas de figueira de verde. Timbre: O leão rematado por uma das folhas.

Fólio 41r: Esmeraldo, chefe; Câmara de Lobos, chefe; Sandes, chefe; Os que descendem de Cristóvão Leitão, chefe.
Fólio 41r: Esmeraldo, chefe; Câmara de Lobos, chefe; Sandes, chefe; Os que descendem de Cristóvão Leitão, chefe.

Esmeraldo, chefe: Esquartelado, o primeiro de prata com uma banda de negro; o segundo de azul com uma faixa dentelada de ouro; o terceiro de azul com uma faixa de prata, fretada de vermelho; o quarto de prata com um leão de negro, carregado de uma cotica de vermelho e acompanhado de treze bilhetas de negro, postas em orla. Timbre: O leão.

Câmara de Lobos, chefe: De verde com uma torre coberta de prata, aberta de negro, rematada de um catavento de ouro, entre dois lobos trepantes de negro, lampassados de vermelho. Timbre: O lobo, passante.

Sandes, chefe: De vermelho com um leão de ouro entre quatro flores de lis do mesmo, postas em cruz. Timbre: Um leão nascente de vermelho.

Os que descendem de Cristóvão Leitão, chefe: Esquartelado, o primeiro e quarto de vermelho com uma torre torreada de prata, aberta e iluminada de negro, rematada de um campanário com um sino de azul, o todo crivado de setas e duas bandeiras de ouro; o segundo de prata com três faixas de vermelho; o terceiro de vermelho com duas bombardas de sua cor, cada uma sustida por um carretão de ouro, uma sobre a outra. Timbre: A torre.

Fólio 41v: Macedo, chefe; Os que descendem de Jorge Dias Cabral, chefe; Perestrelo, chefe; Mesquitas, chefe.
Fólio 41v: Macedo, chefe; Os que decendem de Jorge Díaz Cabral, chefe; Perestrelo, chefe; Mezquitas, chefe.

Macedo, chefe: De azul com cinco estrelas de seis pontas de ouro. Timbre: Um braço de carnação, vestido de azul, empunhando uma maça de armas de prata, encabada de ouro.

Os que descendem de Jorge Dias Cabral, chefe: De vermelho com quatro lanças de ouro, alinhadas em faixa, e uma espada voltada de prata, guarnecida de ouro e empunhada de azul, brocante sobre as lanças; bordadura cosida de verde, carregada de quatro manoplas e coxotes de sua cor, alternados com quatro punhais de prata, guarnecidos de ouro e empunhados de negro, os dos flancos invertidos e os do chefe e da ponta voltados. Timbre: Um cavalo sainte de prata, ajaezado de vermelho e ouro, com quatro lançadas em sangue, que também lhe goteja da boca.

Perestrelo, chefe: Partido, o primeiro de ouro com um leão de púrpura, armado e lampassado de vermelho; o segundo de prata com uma banda de azul, carregada de seis rosas de quatro folhas de vermelho entre três estrelas de oito raios de ouro. Timbre: O leão.

Mesquitas, chefe: De ouro com cinco cintas de vermelho, a fivela, os tachões e a biqueira de prata, moventes dos flancos, e uma bordadura de azul, carregada de sete flores de lis de prata. Timbre: Um mouro nascente de sua cor, vestido de azul, fotado de prata, empunhando uma azagaia de sua cor.

Fólio 42r: Os de Riba Fria, que descendem de Gaspar Gonçalves de Riba Fria, chefe; Fafes Luz, chefe; Baião, chefe.
Fólio 42r: Os de Riba Fria, que decendem de Gaspar Gonçálvez de Riba Fria, chefe; Fáfez Luz, chefe; Baião, chefe.

Os de Riba Fria, que descendem de Gaspar Gonçalves de Riba Fria, chefe: De verde com uma torre de prata, aberta e iluminada de negro, coberta de xadrezado de ouro e azul, acompanhada de um pé ondado de prata e azul e de duas estrelas de seis raios de ouro em chefe. Timbre: Um leopardo de azul, armado e lampassado de vermelho, carregado de uma das estrelas na espádua.

Fafes Luz, chefe: Partido, o primeiro com cinco pontos de ouro, equipolados a quatro de vermelho; o segundo com cinco pontos de azul, equipolados a quatro de prata. Timbre: Um sol de ouro.

Baião, chefe: De prata com duas cabras passantes de negro, uma sobre a outra. Timbre: Uma das cabras.

04/11/21

O LIVRO DA NOBREZA E PERFEIÇÃO DAS ARMAS (XVII)

Armas das casas de Saldanha, Bulhão, Larzedo, Travaços, Leis, Quintal, Canto, Lagarto, Picanço, Feio, Correão, Rocha, Rego, Galhardo, Drago e Corbacho.

Os brasões a seguir não são de "famílias". Por exemplo, as armas dos Almeidas não são da "família Almeida". Pertencem, na verdade, a uma linhagem, neste caso à geração de Fernando Álvares de Almeida, alcaide-mor de Abrantes (1400), avô de Dom Lopo de Almeida, primeiro conde de Abrantes (1476). É por isso que o armorial nomeia a linhagem e especifica: "chefe". Esse chefe é o varão mais velho: só ele faz jus ao uso das armas direitas, cabendo aos cadetes diferençá-las. Assim, quando a varonia da casa de Abrantes se quebrou em 1633, as armas direitas dos Almeidas passaram ao primeiro conde de Avintes (1664), descendente de Dom Diogo de Almeida, prior do Crato e segundo filho de Dom Lopo de Almeida. Essas armas pertencem, portanto, ao pretendente à chefia da casa de Avintes. Contudo, é forçoso reconhecer que durante a maior parte da sua vigência só na aparência o sistema heráldico português funcionou com base em provas genealógicas, pois na realidade prevalecia a condescendência com a homofonia dos sobrenomes. Para detalhamentos, leiam-se as postagens sobre a heráldica gentilícia luso-brasileira.

Do Livro da nobreza e perfeição das armas (séc. XVI):

Fólio 37r: Saldanha, chefe; Bulhão, chefe; Larzedo, chefe; Travaços, chefe.
Fólio 37r: Saldanha, chefe; Bulhão, chefe; Larzedo, chefe; Travaços, chefe.

Saldanha, chefe: De vermelho com uma torre de prata, aberta, iluminada e coberta de azul, cruzada de ouro. Timbre: A torre.

Bulhão, chefe: De prata com uma cruz de vermelho, landada de ouro de doze peças, com os casculhos de verde. Timbre: Uma azinheira de sua cor, landada de ouro.

Azeredo, chefe: De azul com dez travessas de ouro. Timbre: Três lanças enfeixadas de prata, hasteadas de ouro, atadas de azul.

Travaços, chefe: De vermelho com cinco rosas de quatro folhas de ouro. Timbre: Dois galhos nodosos de vermelho, passados em aspa, de cada um brota uma das rosas, sustida de vermelho.

Fólio 37v: Leis, chefe; Quintal, chefe; Do Canto, chefe; Lagartos, chefe.
Fólio 37v: Leis, chefe; Quintal, chefe; Do Canto, chefe; Lagartos, chefe.

Leis, chefe: De ouro com seis coticas de prata, perfiladas de azul. Timbre: Um leão nascente de ouro, armado e lampassado de azul, carregado das peças das armas.

Quintal, chefe: De prata com uma banda xadrezada de vermelho e prata, carregada de uma cotica de negro. Timbre: Um lobo sainte de xadrezado de vermelho e prata, lampassado de vermelho.

Do Canto, chefe: De vermelho com um canto, isto é, uma ponta abaixada de prata. Timbre: Uma pedra de prata, lavrada em cubo.

Lagartos, chefe: De prata com três lagartos passantes de verde, armados e lampassados de vermelho, alinhados em pala. Timbre: Um dos lagartos.

Fólio 38r: Picanços, chefe; Feios, chefe; Correãos, chefe; Rocha, chefe.
Fólio 38r: Picanços, chefe; Feijoes, chefe; Correãos, chefe; Rocha, chefe.

Picanços, chefe: De prata com uma amoreira de verde. Timbre: A amoreira e um picanço de sua cor, pousado nela.

Feios, chefe: De azul com três bandas de vermelho, perfiladas de ouro. Timbre: Um feijoeiro de sua cor.

Correãos, chefe: De vermelho com uma águia de negro, bicada e membrada de ouro, e um escudete de ouro, fretado de vermelho, brocante. Timbre: A águia, nascente.

Rocha, chefe: De prata com uma aspa de vermelho, cantonada de quatro vieiras de ouro e carregada de outra. Timbre: A aspa carregada de uma das vieiras.

Fólio 38v: Rego, chefe; Galhardos; Dragos, chefe; Corbacho, chefe.
Fólio 38v: Rego, chefe; Galhardos; Dragos, chefe; Corvacho, chefe.

Rego, chefe: De verde com um rio ao natural, posto em banda e carregado de três vieiras de ouro, postas no sentido da banda. Timbre: Duas plumas de verde, picadas de ouro, sustendo uma das vieiras.

Galhardos, chefe: De vermelho com um leopardo de ouro, armado e lampassado de azul, acompanhado de uma flor de lis de ouro em chefe. Timbre: O leopardo.

Dragos, chefe: De vermelho com duas serpes de prata com as cabeças voltadas, armadas e lampassadas de azul, uma sobre a outra. Timbre: Uma das serpes.

Corbacho, chefe: De ouro com três corvos de negro. Timbre: Um dos corvos, voante.

02/11/21

O LIVRO DA NOBREZA E PERFEIÇÃO DAS ARMAS (XVI)

Armas das casas de Oliveira, Carreiro, Cogominho, Brandão, Sodré, Machado, Sardinha, Guedes, Lobia, Franca, Gramaxo, Castanheda, Trigueiros, Barroso, Revaldo e Outiz.

Os brasões a seguir não são de "famílias". Por exemplo, as armas dos Almeidas não são da "família Almeida". Pertencem, na verdade, a uma linhagem, neste caso à geração de Fernando Álvares de Almeida, alcaide-mor de Abrantes (1400), avô de Dom Lopo de Almeida, primeiro conde de Abrantes (1476). É por isso que o armorial nomeia a linhagem e especifica: "chefe". Esse chefe é o varão mais velho: só ele faz jus ao uso das armas direitas, cabendo aos cadetes diferençá-las. Assim, quando a varonia da casa de Abrantes se quebrou em 1633, as armas direitas dos Almeidas passaram ao primeiro conde de Avintes (1664), descendente de Dom Diogo de Almeida, prior do Crato e segundo filho de Dom Lopo de Almeida. Essas armas pertencem, portanto, ao pretendente à chefia da casa de Avintes. Contudo, é forçoso reconhecer que durante a maior parte da sua vigência só na aparência o sistema heráldico português funcionou com base em provas genealógicas, pois na realidade prevalecia a condescendência com a homofonia dos sobrenomes. Para detalhamentos, leiam-se as postagens sobre a heráldica gentilícia luso-brasileira.

Do Livro da nobreza e perfeição das armas (séc. XVI):

Fólio 35r: Oliveira, chefe; Carreiro, chefe; Cogominho, chefe; Brandão, chefe.
Fólio 35r: Oliveira, chefe; Carreiro, chefe; Cogominho, chefe; Brandão, chefe.

Oliveira, chefe: De vermelho com uma oliveira de verde, frutada e arrancada de ouro. Timbre: A oliveira.

Carreiro, chefe: De prata com uma banda de azul, carregada de um leão aleopardado de ouro, armado e lampassado de vermelho, posto no sentido da banda, acompanhada de dois pinheiros de verde. Timbre: Um leão nascente de ouro, armado e lampassado de vermelho.

Cogominho, chefe: De vermelho com cinco chaves de prata. Timbre: Duas das chaves passadas em aspa.

Brandão, chefe: De azul com cinco brandões de ouro, acesos ao natural. Timbre: Três dos brandões unidos pelas pontas.

Fólio 35v: Sodré, chefe; Machado, chefe; Sardinha, chefe; Guedes, chefe.
Fólio 35v: Sodré, chefe; Machado, chefe; Sardinha, chefe; Guédez, chefe.

Sodré, chefe: De azul com uma asna de prata, carregada de três estrelas de seis raios de vermelho e acompanhada de três albarradas de prata. Timbre: Uma das albarradas.

Machado, chefe: De vermelho com cinco machados de prata, encabados de ouro. Timbre: Dois dos machados passados em aspa.

Sardinha, chefe: De verde com uma banda ondada de prata carregada de sardinhas de sua cor, postas no sentido da banda. Timbre: Uma baleia sainte de sua cor, engolindo as sardinhas.

Guedes, chefe: De azul com cinco flores de lis de ouro. Timbre: Uma das flores de lis.

Fólio 36r: Lobia, chefe; Franca, chefe; Gramaxo, chefe; Castanheda, chefe.
Fólio 36r: Lobia, chefe; Franca, chefe; Gramacho, chefe; Castanheda, chefe.

Lobia, chefe: De azul com uma cruz cosida de vermelho, cantonada de quatro cordeiros passantes de prata e carregada de outro. Timbre: Um dos cordeiros.

Franca, chefe: De prata com quatro palas de verde e uma banda do mesmo, carregada de cinco lisonjas do campo, postas no sentido da banda, brocante sobre tudo. Timbre: Duas lanças de prata, hasteadas de verde e passadas em aspa.

Gramaxo, chefe: De vermelho com um leão de ouro, armado e lampassado de azul, entre quatro merletas de ouro. Timbre: O leão, nascente, rematado por uma merleta de vermelho.

Castanheda, chefe: De vermelho com três bandas de prata, carregadas de nove mosquetas de negro, postas no sentido das bandas, duas, quatro, três. Timbre: Dois ramos de castanheiras de sua cor, frutados de ouro.

Fólio 36v: Trigueiros, chefe; Barrosos, chefe; Revaldo, chefe; De Outiz, chefe.
Fólio 36v: Trigueiros, chefe; Barrosos, chefe; Revaldo, chefe; D'Outiz, chefe.

Trigueiros, chefe: Esquartelado, o primeiro e quarto com cinco espigas de trigo; o segundo e terceiro de vermelho com uma faixa de prata. Timbre: As espigas, sustidas e folhadas do mesmo.

Barrosos, chefe: De azul com cinco vieiras de prata. Timbre: Um touro sainte de prata, armado de ouro, carregado de uma vieira de azul na testa.

Revaldo, chefe: De azul com um grifo de negro, realçado de ouro, armado e lampassado de vermelho. Timbre: O grifo.

De Outiz, chefe: De ouro com seis arruelas de vermelho. Timbre: Uma serpe sainte de vermelho, lampassada de ouro.

31/10/21

O LIVRO DA NOBREZA E PERFEIÇÃO DAS ARMAS (XV)

Armas das casas de Alma, Refoios, Barbança, Moreira, Coelho de Nicolau Coelho, Teive, Cordovil, Boteto, Alvelos, Chaves, Avelar, Beça, Montarroio, Cotrim, Farinha e Figueiredo.

Os brasões a seguir não são de "famílias". Por exemplo, as armas dos Almeidas não são da "família Almeida". Pertencem, na verdade, a uma linhagem, neste caso à geração de Fernando Álvares de Almeida, alcaide-mor de Abrantes (1400), avô de Dom Lopo de Almeida, primeiro conde de Abrantes (1476). É por isso que o armorial nomeia a linhagem e especifica: "chefe". Esse chefe é o varão mais velho: só ele faz jus ao uso das armas direitas, cabendo aos cadetes diferençá-las. Assim, quando a varonia da casa de Abrantes se quebrou em 1633, as armas direitas dos Almeidas passaram ao primeiro conde de Avintes (1664), descendente de Dom Diogo de Almeida, prior do Crato e segundo filho de Dom Lopo de Almeida. Essas armas pertencem, portanto, ao pretendente à chefia da casa de Avintes. Contudo, é forçoso reconhecer que durante a maior parte da sua vigência só na aparência o sistema heráldico português funcionou com base em provas genealógicas, pois na realidade prevalecia a condescendência com a homofonia dos sobrenomes. Para detalhamentos, leiam-se as postagens sobre a heráldica gentilícia luso-brasileira.

Do Livro da nobreza e perfeição das armas (séc. XVI):

Fólio 33r: Almas, chefe; Refoios, chefe; Barbança, chefe; Moreira, chefe.

Fólio 33r: Almas, chefe; Refoes, chefe; Barvança, chefe; Moreira, chefe.

Almas, chefe: Faixado de ouro e azul de seis peças. Timbre: Duas tochas de ouro, acesas ao natural, passadas em aspa.

Refoios, chefe: De prata com quatro palas de vermelho. Timbre: Dois pés de águia de vermelho, armados de ouro, passados em aspa.

Barbança, chefe: De ouro com cinco escudetes de vermelho. Timbre: Uma águia sainte de vermelho, bicada de ouro.

Moreira, chefe: De vermelho com nove escudetes de prata, cada um carregado de uma cruz florenciada de verde. Timbre: Um lobo nascente de vermelho, carregado de um dos escudetes na espádua.

Fólio 33v: Coelhos de Nicolau Coelho, que foi capitão no primeiro descobrimento da Índia com o Almirante Dom Vasco da Gama; Teive, chefe; Cordovil, chefe; Boteto, chefe.
Fólio 33v: Coelhos de Nicolao Coelho, que foi capitão no primeiro descobrimento da Índia com o Almirante Dom Vasco da Gama; Teive, chefe; Cordovil, chefe; Boteto, chefe.

Coelhos de Nicolau Coelho, que foi capitão no primeiro descobrimento da Índia com o Almirante Dom Vasco da Gama: De vermelho com um leão de ouro, armado e lampassado de azul, entre duas colunas de ouro, cada uma rematada por um escudete de azul, carregado de cinco besantes de prata, o todo sustido por um terrado de verde, firmado num pé de prata, aguado de azul. Timbre: O leão, nascente.

Teive, chefe: De prata com nove arruelas de vermelho. Timbre: Um leopardo de púrpura, carregado de uma das arruelas na espádua.

Cordovil, chefe. De vermelho com uma oliveira de verde, frutada de ouro, e um lebréu deitado de prata, coleirado, atado de ouro ao tronco e brocante sobre este. Timbre: O lebréu, passante.

Boteto, chefe: Esquartelado, o primeiro e quarto de ouro; o segundo e terceiro de prata com seis mosquetas de negro, postas três, duas, uma. Timbre: Um mouro nascente de sua cor, vestido de ouro, forrado de arminho, fotado de prata e vermelho, o braço direito levantando, segurando uma pedra de sua cor com a mão.

Fólio 34r: Alvelos, chefe; Chaves, chefe; Avelar, chefe; Beça, chefe.
Fólio 34r: Arvelos, chefe; Chaves, chefe; Avelar, chefe; Beça, chefe.

Alvelos, chefe: De vermelho com cinco estrelas de oito raios de ouro. Timbre: Um urso pardo sainte de sua cor, lampassado de vermelho, carregado de uma das estrelas no pescoço.

Chaves, chefe: De vermelho com cinco chaves de ouro. Timbre: Duas das chaves, passadas em aspa.

Avelar, chefe: De ouro com três faixas de vermelho, cada uma carregada de três estrelas de seis raios de prata. Timbre: Três espadas abatidas de prata, guarnecidas de ouro, empunhadas de vermelho e unidas pelas pontas.

Beça, chefe: Faixado de ouro e vermelho de seis peças com uma bordadura de vermelho, carregada de dez crescentes de prata. Timbre: Um lobo sainte de ouro, lampassado de vermelho.

Fólio 34v: Montarroio, chefe; Cotrim, chefe; Farinha, chefe; Figueiredo, chefe.
Fólio 34v: Montarroio, chefe; Cotrim, chefe; Farinha, chefe; Figueiredo, chefe.

Montarroio, chefe: De ouro com uma águia de duas cabeças de vermelho, pousada num crescente de prata, brocante sobre a cauda. Timbre: A águia, sainte.

Cotrim, chefe: Xadrezado de ouro e azul de seis peças em faixa e sete em pala. Timbre: Três plumas de azul, ornadas de ouro.

Farinha, chefe: De azul com nove besantes de prata postos em aspa, acompanhados de quatro cruzes florenciadas de ouro, vazias do campo, postas em cruz. Timbre: Uma gavela de seis espigas de trigo de ouro, sustidas e folhadas do mesmo.

Figueiredo, chefe: De vermelho com cinco folhas de figueira de verde, nervadas de ouro. Timbre: Dois braços de leão de vermelho, cada um agarrando uma das folhas de figueira.

29/10/21

O LIVRO DA NOBREZA E PERFEIÇÃO DAS ARMAS (XIV)

Armas das casas de Campos, Alvernaz, Cardoso, Perdigão, Alpoim, Vinhal, Carvalhal, Magalhanes, Menagem, Maracote, Fróis, Lobeira, Frielas, Fuseiro, Morais e Unha.

Os brasões a seguir não são de "famílias". Por exemplo, as armas dos Almeidas não são da "família Almeida". Pertencem, na verdade, a uma linhagem, neste caso à geração de Fernando Álvares de Almeida, alcaide-mor de Abrantes (1400), avô de Dom Lopo de Almeida, primeiro conde de Abrantes (1476). É por isso que o armorial nomeia a linhagem e especifica: "chefe". Esse chefe é o varão mais velho: só ele faz jus ao uso das armas direitas, cabendo aos cadetes diferençá-las. Assim, quando a varonia da casa de Abrantes se quebrou em 1633, as armas direitas dos Almeidas passaram ao primeiro conde de Avintes (1664), descendente de Dom Diogo de Almeida, prior do Crato e segundo filho de Dom Lopo de Almeida. Essas armas pertencem, portanto, ao pretendente à chefia da casa de Avintes. Contudo, é forçoso reconhecer que durante a maior parte da sua vigência só na aparência o sistema heráldico português funcionou com base em provas genealógicas, pois na realidade prevalecia a condescendência com a homofonia dos sobrenomes. Para detalhamentos, leiam-se as postagens sobre a heráldica gentilícia luso-brasileira.

Do Livro da nobreza e perfeição das armas (séc. XVI):

Fólio 31r: Campos, chefe; Alvernazes, chefe; Cardoso, chefe; Perdigão, chefe.
Fólio 31r: Campos, chefe; Albernazes, chefe; Cardoso, chefe; Perdigão, chefe.

Campos, chefe: De azul com três cabeças de leões de ouro, lampassadas de vermelho. Timbre: Uma das cabeças de leão.

Alvernazes, chefe: Esquartelado de azul e prata com quatro carapeteiros de um no outro. Timbre: Um carapeteiro de azul.

Cardoso, chefe: De vermelho com dois cardos de verde, arrancados de ouro, um sobre o outro, entre dois leões trepantes de ouro, armados e lampassados de azul. Timbre: A cabeça de um dos leões, de cuja boca sai um dos cardos.

Perdigão, chefe: De ouro com cinco perdigões de sua cor. Timbre: Um dos perdigões.

Fólio 31v: De Alpoim, chefe; Vinhal, chefe; Carvalhais, chefe; Magalhanes, chefe.
Fólio 31v: D'Alpoém, chefe; Avinhal, chefe; Carvalhaes, chefe; Magalhanes, chefe.

De Alpoim, chefe: De azul com um minguante de prata e uma bordadura cosida de vermelho. Timbre: Um adem de sua cor, bicado de ouro e membrado de vermelho.

Vinhal, chefe: Asnado de xadrezado de negro e prata e ouro de seis peças. Timbre: Dois bacelos de verde, folhados do mesmo, nervados e frutados de ouro, passados em aspa.

Carvalhais, chefe: Partido, o primeiro de vermelho com um carvalho de verde, arrancado de prata, firmado num terrado do mesmo; o segundo de vermelho com uma torre de prata, aberta e iluminada de negro, assente num terrado de verde. Timbre: A torre, de cujas ameias pende um ramo do carvalho.

Magalhanes, chefe: Esquartelado, o primeiro e quarto de prata com uma árvore de verde; o segundo e terceiro de azul com uma cruz florenciada de ouro, vazia do campo. Timbre: A árvore.

Fólio 32r: Menagens, chefe; Maracote, chefe; Fróis, chefe; Lobeira, chefe.
Fólio 32r: Menagens, chefe; Maracote, chefe; Froes, chefe; Lobeira, chefe.

Menagens, chefe: De azul com uma torre torreada de ouro, aberta e iluminada de negro, carregada de seis bombardas abrindo fogo, quatro saindo do parapeito da torre e duas das paredes laterais, tudo de sua cor. Timbre: As figuras das armas.

Maracote, chefe: Esquartelado, o primeiro e quarto de prata com um boi passante de vermelho; o segundo e terceiro xadrezado de prata e vermelho de quatro peças em faixa e quatro em pala. Timbre: O boi.

Fróis, chefe: De azul com um terno de crescentes de ouro. Timbre: Uma pomba de prata, bicada e membrada de ouro, com um ramo de flores de azul no bico.

Lobeira, chefe: De ouro com cinco flores de lis de azul e uma bordadura de verde, carregada de cinco lobos de ouro, lampassados de vermelho. Timbre: Um dos lobos carregado de uma das flores de lis na espádua, posta em faixa.

Fólio 32v: Frielas, chefe; Fuseiros, chefe; Morais, chefe; Unha, chefe.
Fólio 32v: Frielas, chefe; Fuseiros, chefe; Moraes, chefe; Unha, chefe.

Frielas, chefe: De azul com três mundos de ouro. Timbre: Um dos mundos.

Fuseiros, chefe: De azul com cinco maclas de ouro, postas em cruz e unidas. Timbre: Uma das maclas entre duas asas de anjo de sua cor.

Moraes, chefe: Partido, o primeiro de vermelho com uma torre de prata, aberta e iluminada de negro, assente num pé de prata, aguado de azul; o segundo de prata com uma amoreira de verde. Timbre: A amoreira.

Unha, chefe: Franchado de prata e negro com um leão entrecambado, armado e lampassado de vermelho. Timbre: Um leão sainte de negro, lampassado de vermelho.

27/10/21

O LIVRO DA NOBREZA E PERFEIÇÃO DAS ARMAS (XIII)

Armas das casas de Garcês de João Garcês, Bandeira, Calça, Rabelo, Portocarreiro, Azambuja, Paio Rodrigues, Matela, Correia, Botelho, Barbedo, Freitas, Carvalho, Negro, Pinheiro de Andrade e Pinheiro.

Os brasões a seguir não são de "famílias". Por exemplo, as armas dos Almeidas não são da "família Almeida". Pertencem, na verdade, a uma linhagem, neste caso à geração de Fernando Álvares de Almeida, alcaide-mor de Abrantes (1400), avô de Dom Lopo de Almeida, primeiro conde de Abrantes (1476). É por isso que o armorial nomeia a linhagem e especifica: "chefe". Esse chefe é o varão mais velho: só ele faz jus ao uso das armas direitas, cabendo aos cadetes diferençá-las. Assim, quando a varonia da casa de Abrantes se quebrou em 1633, as armas direitas dos Almeidas passaram ao primeiro conde de Avintes (1664), descendente de Dom Diogo de Almeida, prior do Crato e segundo filho de Dom Lopo de Almeida. Essas armas pertencem, portanto, ao pretendente à chefia da casa de Avintes. Contudo, é forçoso reconhecer que durante a maior parte da sua vigência só na aparência o sistema heráldico português funcionou com base em provas genealógicas, pois na realidade prevalecia a condescendência com a homofonia dos sobrenomes. Para detalhamentos, leiam-se as postagens sobre a heráldica gentilícia luso-brasileira.

Do Livro da nobreza e perfeição das armas (séc. XVI):

Fólio 29r: Garceses de João Garcês; Bandeira, chefe; Calças, chefe; Rabelo, chefe.
Fólio 29r: Garcezes de João Garcês; Bandeira, chefe; Calças, chefe; Rabelo, chefe.

Garceses de João Garcês: De azul com uma garça de ouro, acompanhada de quatro estrelas de seis raios do mesmo. Timbre: A garça.

Bandeira, chefe: De vermelho com uma bandeira de prata, perfilada e hasteada de ouro, carregada de um leão de azul, armado e lampassado de vermelho. Timbre: A bandeira.

Calças, chefe: De azul com nove vieiras de prata. Timbre: Um chapéu de peregrino de azul com a aba levantada, carregada de uma das vieiras.

Rabelo, chefe: De vermelho com três faixas de ouro, cada uma carregada de uma flor de lis de vermelho, alinhadas em banda. Timbre: Duas das flores de lis unidas pelas pontas.

Fólio 29v: Portocarreiro, chefe; Azambuja, chefe; Os que descendem de Paio Rodrigues, chefe; Matela, chefe.
Fólio 29v: Portocarreiro, chefe; Azambuja, chefe; Os que decendem de Pai Rodríguez, chefe; Matela, chefe.

Portocarreiro, chefe: Xadrezado de ouro e negro de três peças em faixa e cinco em pala. Timbre: Um cavalo nascente de ouro, ajaezado de azul.

Azambuja, chefe: De ouro com quatro bandas de vermelho. Timbre: Um selvagem nascente de carnação, os cabelos e pelos de ouro, segurando com as duas mãos um galho nodoso de vermelho.

Os que descendem de Paio Rodrigues: De prata com nove lisonjas veiradas de vermelho e azul, unidas e firmadas. Timbre: Um pavão de sua cor.

Matela, chefe: De prata com uma faixa de vermelho e três pilas de vermelho, cada uma carregada de uma moleta de oito pontas de ouro. Timbre: Duas esporas de ouro, as correias de vermelho.

Fólio 30r: Correia, chefe; Botelho, chefe; Barbedo, chefe; Freitas, chefe.
Fólio 30r: Correa, chefe; Botelho, chefe; Barbedo, chefe; Freitas, chefe.

Correia, chefe: De ouro fretado de vermelho. Timbre: Dois braços armados de sua cor, as mãos de carnação, atados de vermelho pelos punhos.

Botelho, chefe: De ouro com quatro faixas de vermelho. Timbre: Três flechas invertidas de prata, hasteadas de vermelho, enfeixadas e atadas de ouro.

Barbedo, chefe: De ouro com cinco estrelas de oito raios de vermelho e uma bordadura de azul. Timbre: Duas espadas abatidas de prata, guarnecidas de ouro e empunhadas de azul, passadas em aspa.

Freitas, chefe: De vermelho com cinco estrelas de seis raios de ouro. Timbre: Dois braços de leão segurando uma flecha de prata, hasteada de vermelho, posta em faixa.

Fólio 30v: Carvalho, chefe; Negros, chefe; Pinheiros de Andrade; Pinheiros, chefe.
Fólio 30v: Carvalho, chefe; Negros, chefe; Pinheiros d'Andrade; Pinheiros, chefe.

Carvalho, chefe: De azul com uma estrela de oito raios de ouro, encerrada numa caderna de crescentes de prata. Timbre: Um cisne de prata, bicado e membrado de ouro, carregado da estrela das armas no peito.

Negros, chefe: Esquartelado, o primeiro e quarto faixados de prata e azul de seis peças; o segundo e terceiro xadrezados de prata de seis peças em faixa e sete em pala. Timbre: Dois pés de águia de ouro, cada um agarrando um punhado de cabelos de negro.

Pinheiros de Andrade: De prata com cinco pinheiros de verde; chefe de verde, carregado de uma banda de vermelho, perfilada de ouro e engolida por duas cabeças de serpes do mesmo. Timbre: Uma das cabeças de serpe, de cuja boca sai um dos pinheiros.

Pinheiros, chefe: De prata com cinco pinheiros de verde. Timbre: Um dos pinheiros.

25/10/21

O LIVRO DA NOBREZA E PERFEIÇÃO DAS ARMAS (XII)

Armas das casas de Privado, Gomide, Chacim, Taborda, Paiva, Filgueira, Amaral, Casal, Velho, Lordelo, Peixoto, Novais, Vale, Barroso, Ulveira e Carregueiro.

Os brasões a seguir não são de "famílias". Por exemplo, as armas dos Almeidas não são da "família Almeida". Pertencem, na verdade, a uma linhagem, neste caso à geração de Fernando Álvares de Almeida, alcaide-mor de Abrantes (1400), avô de Dom Lopo de Almeida, primeiro conde de Abrantes (1476). É por isso que o armorial nomeia a linhagem e especifica: "chefe". Esse chefe é o varão mais velho: só ele faz jus ao uso das armas direitas, cabendo aos cadetes diferençá-las. Assim, quando a varonia da casa de Abrantes se quebrou em 1633, as armas direitas dos Almeidas passaram ao primeiro conde de Avintes (1664), descendente de Dom Diogo de Almeida, prior do Crato e segundo filho de Dom Lopo de Almeida. Essas armas pertencem, portanto, ao pretendente à chefia da casa de Avintes. Contudo, é forçoso reconhecer que durante a maior parte da sua vigência só na aparência o sistema heráldico português funcionou com base em provas genealógicas, pois na realidade prevalecia a condescendência com a homofonia dos sobrenomes. Para detalhamentos, leiam-se as postagens sobre a heráldica gentilícia luso-brasileira.

Do Livro da nobreza e perfeição das armas (séc. XVI):

Fólio 27r: Privado, chefe; Gomide, chefe; Chacins, chefe; Taborda, chefe.
Fólio 27r: Privado, chefe; Agomia, chefe; Chacins, chefe; Taborda, chefe.

Privado, chefe: De ouro com quatro bandas de vermelho. Timbre: Um grifo passante de vermelho, bicado, alado e armado de ouro.

Gomide, chefe: De azul com cinco gomis cobertas de ouro. Timbre: Uma das gomis.

Chacins, chefe: De arminho com uma banda de vermelho, carregada de duas coticas de prata. Timbre: Um javali passante de arminho.

Taborda, chefe: De vermelho com cinco cadernas de crescentes de ouro. Timbre: Uma asa de águia de vermelho, carregada de um dos crescentes, deitado.

Fólio 27v: Paiva, chefe; Filgueira, chefe; Amaral, chefe; Casal, chefe.
Fólio 27v: Paiva, chefe; Folgueira, chefe; Amaral, chefe; Casal, chefe.

Paiva, chefe: De azul com três flores de lis de ouro, postas e alinhadas em banda. Timbre: Uma aspa de azul, carregada de uma flor de lis de ouro.

Filgueira, chefe: De azul com nove lisonjas de prata, unidas e firmadas. Timbre: Um lobo sainte de azul, lisonjado de prata.

Amaral, chefe: De ouro com seis minguantes de azul. Timbre: Um leão de ouro, armado e lampassado de vermelho, empunhando uma acha de armas de prata, encabada de azul.

Casal, chefe: De ouro com cinco flores de lis de vermelho. Timbre: Uma das flores de lis.

Fólio 28r: Velho, chefe; Lordelo, chefe; Peixoto, chefe; Novais, chefe.
Fólio 28r: Velho, chefe; Lordelo, chefe; Peixoto, chefe; Navaes, chefe.

Velho, chefe: De vermelho com cinco vieiras de ouro. Timbre: Um chapéu de peregrino de negro com a aba levantada, carregada de uma das vieiras.

Lordelo, chefe: De verde com uma banda de prata, carregada de três rosas de quatro folhas de vermelho, acompanhada de seis cordeiros passantes de prata, postos no sentido da banda. Timbre: Um dos cordeiros com uma das rosas na boca.

Peixoto, chefe: Xadrezado de ouro e vermelho de cinco peças em faixa e seis em pala. Timbre: Um golfinho com um peixe na boca, tudo de sua cor.

Novais, chefe: De azul com cinco novelos de prata. Timbre: Dois dos novelos, enfiados nas hastes superiores de uma aspa de azul.

Fólio 28v: Vale, chefe; Barroso, chefe; Ulveira, chefe; Carregueiro, chefe.
Fólio 28v: Vale, chefe; Barroso, chefe; Ulveira, chefe; Carregueiro, chefe.

Vale, chefe: De vermelho com três espadas abatidas de prata, empunhadas de ouro, alinhadas em faixa. Timbre: As espadas unidas pelas pontas.

Barroso, chefe: De vermelho com cinco leões de púrpura, carregados de duas faixas de ouro. Timbre: Um dos leões.

Ulveira, chefe: De azul com cinco crescentes de prata. Timbre: Uma onça de sua cor, coleirada de prata.

Carregueiro, chefe: Esquartelado, o primeiro e quarto de verde com uma águia de ouro, armada e linguada de vermelho; o segundo e terceiro de vermelho com uma flor de lis de ouro. Timbre: A águia.

23/10/21

O LIVRO DA NOBREZA E PERFEIÇÃO DAS ARMAS (XI)

Armas das casas de Azinhal, Paim, Porras, Viveiro, Frazão, Teive, Alcoforado, Homem, Dantas, Godins, Barradas, Leitão, Varejola, Mina, Vila Nova e Barba Longa.

Os brasões a seguir não são de "famílias". Por exemplo, as armas dos Almeidas não são da "família Almeida". Pertencem, na verdade, a uma linhagem, neste caso à geração de Fernando Álvares de Almeida, alcaide-mor de Abrantes (1400), avô de Dom Lopo de Almeida, primeiro conde de Abrantes (1476). É por isso que o armorial nomeia a linhagem e especifica: "chefe". Esse chefe é o varão mais velho: só ele faz jus ao uso das armas direitas, cabendo aos cadetes diferençá-las. Assim, quando a varonia da casa de Abrantes se quebrou em 1633, as armas direitas dos Almeidas passaram ao primeiro conde de Avintes (1664), descendente de Dom Diogo de Almeida, prior do Crato e segundo filho de Dom Lopo de Almeida. Essas armas pertencem, portanto, ao pretendente à chefia da casa de Avintes. Contudo, é forçoso reconhecer que durante a maior parte da sua vigência só na aparência o sistema heráldico português funcionou com base em provas genealógicas, pois na realidade prevalecia a condescendência com a homofonia dos sobrenomes. Para detalhamentos, leiam-se as postagens sobre a heráldica gentilícia luso-brasileira.

Do Livro da nobreza e perfeição das armas (séc. XVI):

25r: Azinhal, chefe; Paim, chefe; Porras, chefe; Viveiro, chefe.
25r: Azinhal, chefe; Paim, chefe; Porras, chefe; Viveiro, chefe.

Azinhal, chefe: Esquartelado, o primeiro e quarto de prata com uma árvore de verde; o segundo e terceiro de ouro com cinco estrelas de oito raios de vermelho. Timbre: A árvore.

Paim, chefe: Franchado de prata e negro com um leão entrecambado, armado e lampassado de vermelho. Timbre: Um leão de negro, armado e lampassado de vermelho.

Porras, chefe: De ouro com cinco maças de armas de azul e uma bordadura de vermelho, semeada de flores de lis de prata. Timbre: Uma flor de lis de prata entre duas das maças, passadas em aspa.

Viveiro, chefe: Esquartelado, o primeiro e quarto de ouro com dois ramos de urtiga de verde, passados em aspa e plantados num monte de três cômoros de sua cor, firmado num pé ondado de prata e azul; o segundo e terceiro de azul com duas caldeiras xadrezadas de prata e vermelho, das quais saem quatro cabeças de serpes do mesmo, e uma bordadura de prata, carregada de mosquetas de negro. Timbre: Os dois ramos de urtiga.

Fólio 25v: Frazão, chefe; Teive, chefe; Alcoforado, chefe; Homem, chefe.
Fólio 25v: Farzão, chefe; Teive, chefe; Alcoforado, chefe; Homem, chefe.

Frazão, chefe: De vermelho com uma asna de prata, acompanhada de três flores de lis de ouro. Timbre: Uma das flores de lis entre as pernas de uma asna de vermelho.

Teive, chefe: Esquartelado, o primeiro e quarto de ouro com seis arruelas de vermelho; o segundo e terceiro de prata com três mosquetas de negro, alinhadas em faixa. Timbre: Um leopardo partido de ouro e arminho.

Alcoforado, chefe: Xadrezado de prata e azul de seis peças em faixa e sete em pala. Timbre: Uma águia de azul, a asa direita xadrezada de prata e azul.

Homem, chefe: De azul com seis crescentes de ouro. Timbre: Um leão de azul, armado de ouro, segurando com as suas patas uma alabarda de sua cor, hasteada de ouro.

Fólio 26r: Dantas, chefe; Godins, chefe; Barradas, chefe; Leitão, chefe.
Fólio 26r: Dantas, chefe; Godinz, chefe; Barradas, chefe; Leitão, chefe.

Dantas, chefe: De vermelho com seis lisonjas de azul, perfiladas de ouro, postas em cruz latina e unidas. Timbre: Uma anta de sua cor. (1)

Godins, chefe: Xadrezado de prata e ouro de cinco peças em faixa e seis em pala. Timbre: Um voo de águia de prata.

Barradas, chefe: De azul com uma cruz de prata, cantonada de vinte vieiras de vermelho, realçadas de ouro. Timbre: Dois galhos nodosos de ouro, passados em aspa, dos quais pendem cinco das vieiras.

Leitão, chefe: De prata com três faixas de vermelho. Timbre: Um leitão passante de prata, carregado de uma faixa de vermelho.

Fólio 26v: Varejola, chefe; Minas, chefe; Vila Nova, chefe; Barba Longa, chefe.
Fólio 26v: Barejola, chefe; Minas, chefe; Vila Nova, chefe; Barba Longa, chefe.

Varejola, chefe: De verde com quatro lisonjas alinhadas em pala, unidas e firmadas, ladeadas de seis flores de lis, tudo de ouro. Timbre: Onze lisonjas de ouro, postas em aspa e unidas, rematadas por uma flor de lis de verde.

Minas, chefe: De prata com três cabeças de negro ao natural, com brincos, argola e colar de ouro. Timbre: Uma das cabeças de negro.

Vila Nova, chefe: Esquartelado, o primeiro e quarto de vermelho com três flores de lis de ouro; o segundo e terceiro de verde com uma águia de ouro, realçada de vermelho, segurando um listel de prata com o bico. Timbre: As figuras do segundo.

Barba Longa, chefe: De prata com uma cruz florenciada de negro, vazia do campo, encerrada numa coroa de hera de verde, posta em orla. Timbre: Um mouro sainte de sua cor, vestido de verde e fotado de prata.

Nota:
(1) A forma originária desse sobrenome é Antas e tem origem toponímica, daí a preposição, de Antas, cuja contração, d'Antas, deu a forma Dantas. No Velho Mundo, uma anta é uma espécie de dólmen, do latim antæ. Foram as ocorrências desses dólmens que motivaram as nomeações de tantos lugares em Portugal e na Galiza com essa palavra. No entanto, a homofonia com anta, do árabe لمطة (lamṭa), o nome de uma pele que chegava à península Ibérica através do norte da África e os portugueses usaram para designar o animal do Novo Mundo também conhecido como tapir, causou uma confusão que o acabou convertendo no timbre dos Dantas, o qual Antônio Godinho desconhecia, como fica claro pelos chifres. Ou supunha que a tal pele vinha de algum antílope.

21/10/21

O LIVRO DA NOBREZA E PERFEIÇÃO DAS ARMAS (X)

Armas das casas de Maia, Serrão, Pedroso, Mexia, Grã, Pestana, Vila Lobos, Botilher, Abul, Xira, Pina, Guimarães de Pedro Lourenço, Garcês de Afonso Garcês, Matos, Dornelas e Cerqueira.

Os brasões a seguir não são de "famílias". Por exemplo, as armas dos Almeidas não são da "família Almeida". Pertencem, na verdade, a uma linhagem, neste caso à geração de Fernando Álvares de Almeida, alcaide-mor de Abrantes (1400), avô de Dom Lopo de Almeida, primeiro conde de Abrantes (1476). É por isso que o armorial nomeia a linhagem e especifica: "chefe". Esse chefe é o varão mais velho: só ele faz jus ao uso das armas direitas, cabendo aos cadetes diferençá-las. Assim, quando a varonia da casa de Abrantes se quebrou em 1633, as armas direitas dos Almeidas passaram ao primeiro conde de Avintes (1664), descendente de Dom Diogo de Almeida, prior do Crato e segundo filho de Dom Lopo de Almeida. Essas armas pertencem, portanto, ao pretendente à chefia da casa de Avintes. Contudo, é forçoso reconhecer que durante a maior parte da sua vigência só na aparência o sistema heráldico português funcionou com base em provas genealógicas, pois na realidade prevalecia a condescendência com a homofonia dos sobrenomes. Para detalhamentos, leiam-se as postagens sobre a heráldica gentilícia luso-brasileira.

Do Livro da nobreza e perfeição das armas (séc. XVI):

Fólio 22r: Da Maia, chefe; Serrão, chefe; Pedroso, chefe; Mexias, chefe.
Fólio 22r: Da Maia, chefe; Serrão, chefe; Pedroso, chefe; Mexias, chefe.

Da Maia, chefe: De vermelho com uma águia de negro, realçada de ouro. Timbre: A águia, nascente.

Serrão, chefe: De prata com um leão de vermelho, sustido por um monte de três cômoros de verde, firmado em ponta. Timbre: O leão, nascente.

Pedroso, chefe: De ouro com duas faixas de vermelho, acompanhadas de sete lobos passantes de negro, armados e lampassados de vermelho, postos três, três, um. Timbre: Um dos lobos.

Mexias, chefe: De ouro com três faixas de azul. Timbre: Uma onça de sua cor, carregada de uma das faixas.

Fólio 22v: Da Grã, chefe; Pestana, chefe; Vila Lobos, chefe; Botilher, chefe.
Fólio 22v: Da Grã, chefe; Pestana, chefe; Vila Lobos, chefe; Botilher, chefe.

Da Grã, chefe: De ouro com uma águia de vermelho. Timbre: A águia, nascente.

Pestana, chefe: De prata com três faixas de vermelho. Timbre: Um leopardo de prata, armado e lampassado de vermelho.

Vila Lobos, chefe: De ouro com dois lobos passantes de púrpura, armados e lampassados de vermelho, um sobre o outro. Timbre: Um dos lobos.

Botilher, chefe: De vermelho com duas copas cobertas de ouro; chefe endentado de azul e ouro de quatro peças. Timbre: Uma águia de negro, bicada de ouro e linguada de vermelho, nascente de um ninho de prata.

Fólio 23r: Abul, chefe; Xiras, chefe; Pina, chefe; Os Guimarães de Pedro Lourenço.
Fólio 23r: Abul, chefe; Xiras, chefe; Pina, chefe; Os Guimarães de Pero Lourenço.

Abul, chefe: Partido, o primeiro dimidiado de ouro com uma águia de duas cabeças de negro, linguada de vermelho; o segundo de azul com uma faixa de vermelho, perfilada de ouro, carregada de um minguante de prata, acompanhada de dois minguantes de vermelho em ponta. Timbre: Um voo de águia de negro.

Xiras, chefe: De vermelho com uma asna de prata, carregada de cinco cruzes páteas do campo. Timbre: Um unicórnio sainte de prata, armado de ouro.

Pina, chefe: De vermelho com uma torre de prata, aberta e iluminada de negro, assente num penhasco ao natural, firmado em ponta. Timbre: As figuras das armas.

Os Guimarães de Pedro Lourenço: De prata fretado de negro com uma pala de vermelho brocante sobre o fretado e um leão de arminho, armado e lampassado de azul, brocante sobre tudo. Timbre: O leão.

Fólio 23v: Garceses de Afonso Garcês; Matos, chefe; Dornelas, chefe; Cerqueira, chefe.
Fólio 23v: Garcezes de Afonso Garcês; Matos, chefe; Ornelas, chefe; Cerqueira, chefe.

Garceses de Afonso Garcês: Partido de dois traços e cortado de um: o primeiro e o sexto de ouro com seis arruelas de vermelho; o segundo cortado, o primeiro de vermelho com um minguante de prata e duas chaves de azul, passadas em aspa e brocantes; o segundo de prata lisa; o terceiro e quarto de azul com uma torre de ouro, acompanhada de sete estrelas de seis raios do mesmo, três em chefe e duas em cada flanco; o quinto esquartelado, o primeiro e quarto de vermelho com uma cruz solta de prata e um chefe do mesmo; o segundo e terceiro de ouro com três besantes de azul em pala. Timbre: As figuras do segundo.

Matos, chefe: De vermelho com um pinheiro de verde, arrancado de ouro, entre dois leões trepantes do mesmo, armados e lampassados de azul. Timbre: Um dos leões, nascente, segurando um ramo de pinheiro de verde em cada pata.

Dornelas, chefe: De azul com uma banda cosida de vermelho, carregada de três flores de lis de ouro, postas no sentido da banda, acompanhada de duas sereias ao natural, segurando um espelho de prata, ornado de ouro, e um pente do mesmo. Timbre: Uma das sereias.

Cerqueira, chefe: De vermelho com um leão de ouro, armado e lampassado de azul. Timbre: O leão.