Mostrando postagens com marcador armorial. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador armorial. Mostrar todas as postagens

28/06/24

TESOURO DE NOBREZA (XXX)

Armas das famílias (XIV).

Do Tesouro de nobreza (1675):

Confira-se a postagem introdutória no que diz respeito às descrições e aos critérios de edição.

Fólio 65 – 1. Gusmães de que usam os do Reino; 2. Secos; 3. Brito de Nicote; 4. Arrais de Mendoça; 5. Margulhões; 6. Cotas; 7. Meireles; 8. Vidal e Vides; 9. Souto; 10. Bragas; 11. Leais; 12. Baldaias.
Fólio 65 – 1. Gusmães de que usam os do Reino; 2. Secos; 3. Brito de Nicote; 4. Arrais de Mendoça; 5. Margulhões; 6. Cotas; 7. Meireles; 8. Vidal e Vides; 9. Souto; 10. Bragas; 11. Leais; 12. Baldaias.

1. Os Gusmães do Reino trazem "em campo azul duas caldeiras xaquetadas de ouro e vermelho com três pescoços de serpes de ouro com as línguas vermelhas em cada asa, orladas com oito arminhos negros em campo de prata; timbre: três cabeças de serpes retorcidas".

2. Os Secos trazem "em campo de prata um leão vermelho rompente com ũa espada na mão direita e o escudo atravessado com ũa banda azul e sobre ela três rosas de prata". Timbre: o leão. Albergaria menciona-os no apêndice, mas não diz nada sobre eles.

3. Albergaria menciona os Britos de Nicote e dá as suas armas no apêndice, que Coelho não traduz: "Escudo partido en faja: el primero rojo con un castillo de oro, puertas azules, labrado de negro, entre seis roeles de plata; el segundo ondeado de plata y azul. Y por timbre el castillo con uno de los roeles rojo sobre la torre del medio". Estas armas foram concedidas por Dom Filipe II a Filipe de Brito de Nicote em 1608. Na carta de brasão, descrevem-se assim: "um escudo partido em faixa: o primeiro de vermelho com um castelo de ouro, portas de azul, frestas e pintas de preto, acompanhado de seis ruelas de prata, cada três em pala; o segundo do mesmo, ondado de azul; por timbre, o castelo com ũa ruela no alto; elmo de prata aberto, guarnecido de ouro; paquife dos metais e cores das armas".

4. Os Arrais de Mendonça trazem "esquartelado: no primeiro e quarto, em campo vermelho nove panelas ou folhas de golfão de ouro em três palas com as pontas para riba; no segundo e terceiro, as armas dos Mendonças; timbre: meio salvagem marinho de sua cor com um remo de ouro às costas, asido pela mão direita uma asa negra". Albergaria dá as armas dos Arrais, mas Coelho diverge no timbre.

5. Albergaria menciona os Mergulhões e dá as suas armas no apêndice, que Coelho não traduz: "Medio león azul, armado de rojo, en campo de plata, que nace de una faja azul ondeada, y debajo della una rosa roja en campo de plata y en medio della un torteao de plata; por timbre, medio león azul con una alabarda en las manos, cabo de su color y hierro de oro plata". Coelho converge.

6. Albergaria menciona os Cotas e dá as suas armas no apêndice, que Coelho não traduz: "Una cota de armas roja en campo de plata, manchada de sangre, con un letrero en círculo al escudo, que dice: Non est victoria sine sanguine". Por timbre, três setas enfeixadas com os ferros de sua cor, as hastes de ouro, as penas vermelhas e as pontas para baixo.

7. Os Meireles trazem "em campo azul seis luas de ouro com as pontas para baixo". Por timbre: um lobo nascente azul, armado de vermelho, com uma das luas na espádua.

8. Albergaria menciona os Vidais e Vides e dá as suas armas no apêndice, que Coelho não traduz: "En campo de oro plata cinco hojas de parras". Por timbre, um leão nascente de prata, armado e lampassado de vermelho, com um ramo de vide na mão, como que o desfolha. Coelho converge.

9. Albergaria menciona os Soutos e dá as suas armas no apêndice, que Coelho não traduz: "en campo azul, águila de oro con un escudillo en el pecho y en él tres bastones en el pecho; orla de oro con ocho candados negros abiertos". Por timbre, a águia nascente com um dos bastões no bico. Coelho é que diverge.

10. Os Bragas trazem uma torre de prata, iluminada de negro, em campo vermelho; timbre: um braço vestido de vermelho com a mão segurando uma cadeia de prata. Albergaria menciona-os no apêndice, mas não dá as suas armas.

11. Os Leais trazem em campo vermelho dois lebréus de prata, coleirados de ouro, acompanhados de sete estrelas de ouro de oito raios, postas em orla; timbre: um dos lebréus com uma das estrelas na espádua. Albergaria menciona-os no apêndice, mas não dá as suas armas. Diferem das pintadas à folha 59.

12. Os Baldaias trazem em campo de prata uma flor de lis azul entre quatro rosas naturais de sua cor; timbre: uma das rosas, rematada pela flor de lis. Albergaria menciona-os no apêndice, mas não dá as suas armas.

Folha 66 – Sanches; Saltel; Francos; Romeiros.
Fólio 66 – Sanches; Saltel; Francos; Romeiros.

Albergaria menciona os Sanches e dá as suas armas no apêndice, que Coelho não traduz: "Escudo todo azul, partido en pala: en el primero, siete estrellas de oro y en el segundo banda roja, perfilada de oro, entre dos flores de lis de oro; orla de sangre con ocho aspas de oro; y una con una estrella azul por timbre".

Os Salter trazem em campo de prata uma cruz florenciada negra entre quatro moletas do mesmo; timbre: um mocho de sua cor, armado de ouro.

Os Francos trazem em campo verde uma torre de prata, assente num penhasco ao natural, firmado num rio do mesmo; timbre: a torre.

Os Romeiros trazem em campo verde cinco bordões de peregrino de prata, ferrados e maçanetados de vermelho, alternados com quatro vieiras de prata; timbre: dois dos bordões, atados de verde.

26/06/24

TESOURO DE NOBREZA (XXIX)

Armas das famílias (XIII).

Do Tesouro de nobreza (1675):

Confira-se a postagem introdutória no que diz respeito às descrições e aos critérios de edição.

Fólio 62 – 1. Lucenas; 2. Feios; 3. Ferrões e Ferraz; 4. Vargas; 5. Vilas Boas; 6. Vila Nova; 7. Vogados; 8. Salazar; 9. Negreiros; 10. Ávilas; 11. Delapenhas; 12. Salgados.
Fólio 62 – 1. Lucenas; 2. Feios; 3. Ferrões e Ferraz; 4. Vargas; 5. Vilas Boas; 6. Vila Nova; 7. Vogados; 8. Salazar; 9. Negreiros; 10. Ávilas; 11. Delapenhas; 12. Salgados.

1. Os Lucenas trazem "em campo azul um sol de ouro; orla de prata, cheia de cruzes verdes, como de Alcântara, ou azuis; timbre: ũa aspa de ouro com cinco cruzes das armas nelas".

2. Os Feios trazem "em campo de prata três bandas vermelhas; timbre: um leão rompente de prata, armado e bandado de vermelho".

3. Os Ferrões e Ferrazes trazem "em campo azul seis torteaus vermelhos, gretados d'ouro, cabos de ferro do mesmo para dentro; timbre: ũa aspa com cinco dos torteaus um leão de ouro, armado de vermelho, com uma alabarda de prata nas mãos". São as armas antigas dos Ferrazes, mas os cabos são, na verdade, ferrões, que são dados aos Ferrões na Nobiliarquia portuguesa (1676).

4. Os Vargas trazem "cinco coticas azuis em faixa ondadas em campo de prata e orla de castelos e leões com as cores reais; timbre: um leão azul passante com as cinco faixas das armas, ondadas de prata".

5. Os Vilas-Boas trazem um "escudo esquartelado: no primeiro e último, um castelo de prata, lavrado de negro, em campo vermelho com um ramo de palma verde, que lhe sai da torre mais alta; e nos demais, um dragão de prata voando, armado de vermelho, com o rabo retorcido em campo azul; timbre: meio dragão de prata voando, com o ramo na boca".

6. Os Vila-Novas trazem um "escudo esquartelado: no primeiro e último, três flores de lis de ouro em campo vermelho; e nos demais, ũa águia de ouro estendida em campo verde com um rótulo de prata no bico; timbre: ũa das águias".

7. Os Vogados trazem "em campo vermelho um leão rompente, armado de prata, entre quatro vieiras de prata; timbre: um leão vermelho com ũa das vieiras na espádua". Coelho é que diverge.

8. Os Salazar trazem "treze estrelas de ouro em campo vermelho em três palas; timbre: um braço de gigante nu, passado com ũa adaga de prata, guarnecida de ouro".

9. Os Negreiros trazem um "escudo esquartelado: o primeiro composto de seis palas de ouro e azul; o segundo xaquetado de ouro e azul de seis peças em faixa; timbre: meio leopardo de azul com três palas de ouro sobre o peito".

10. Os Ávilas trazem "treze roeles azuis vermelhos em campo de ouro". Timbre: um leão nascente de ouro, armado de vermelho, carregado das arruelas das armas. Coelho é que diverge.

11. Os de La Peña trazem "em campo verde ũa águia negra estendida, picada e armada d'ouro, assentada sobre ũa penha, com um besante de ouro em os peitos e nele ũa cruz de Calatrava; timbre: meia águia, como as das armas".

12. Albergaria menciona os Salgados e dá as suas armas no apêndice, que Coelho não traduz: "En campo verde dos torres de plata al pie del escudo, presas con una cadena, y entre ellas un salero de oro en lo alto una águila negra extendida, con los pies sobre las torres". Por timbre, o saleiro.

Fólio 63 – 1. Alvelos; 2. Velês; 3. Beringel; 4. Chanocas; 5. Limpos; 6. Ribeiras de Damião Dias; 7. Salvago; 8. Pais; 9. Paços; 10. Tenreiros; 11. Martins ou Martínez de Diogo Martínez; 12. Rios das Astúrias.
Fólio 63 – 1. Alvelos; 2. Velês; 3. Beringel; 4. Chanocas; 5. Limpos; 6. Ribeiras de Damião Dias; 7. Salvago; 8. Pais; 9. Paços; 10. Tenreiros; 11. Martins ou Martínez de Diogo Martínez; 12. Rios das Astúrias.

1. Os Alvelos trazem "em campo vermelho cinco estrelas d'ouro de sete pontas em aspa; timbre: meio usso de sua cor com ũa das estrelas do escudo".

2. Os Veleses trazem "em campo vermelho verde ũa torre de prata, lavrada de negro e porta vermelha e ao pé dela ũa cabeça de mouro, toucada de prata e vermelho e cortada em sangue e junto dela ũa maça azul de prata com o cabo d'ouro; timbre: um mouro nascente, vestido de vermelho e dos braços nus, toucado de prata e vermelho, e ũa maça azul de prata às costas, com o cabo d'ouro". Coelho converge.

3. Os Beringéis trazem "em campo vermelho ũa banda azul, perfilada de ouro, com três flores de lis de prata; timbre: um braço vestido de vermelho com ũa flor de lis das armas na mão".

4. Os Chanocas trazem um "escudo partido em pala: o primeiro de ouro prata com um braço de leão vermelho e ũa estrela do mesmo junto das unhas; e o segundo de azul prata com outro braço de ouro e estrela semelhante de ouro azul; timbre: os mesmos braços de leão vermelho em aspa, atados com torçal de ouro e ũa estrela de ouro vermelha antre eles". Coelho diverge nas armas e converge no timbre.

5. Os Limpos trazem "em campo d'ouro sete rosas de prata sobre três bandas vermelhas, três rosas de prata vazias em meio e duas em cada ũa das outras; timbre: ũa cabeça de lebre de prata com a boca aberta, a língua e ũa coleira vermelha, guarnecida d'ouro". Coelho converge.

6. Os Ribeiras de Damião Dias trazem "em campo azul um leão passante de prata, armado d'ouro de vermelho, e no alto do escudo ũa faixa de ouro com três estrelas vermelhas de cinco oito pontas; timbre: o mesmo leão com ũa estrela na testa". Coelho é que diverge.

7. Os Salvagos trazem "em campo d'ouro um círculo redondo negro e dentro dele um leão rompante de prata com língua e unhas vermelhas; timbre: o mesmo leão, um torteau negro na espádua".

8. Os Pais trazem "em campo de prata nove lisonjas postas em três palas, veiradas e contraveiradas de azul e vermelho; timbre: um pavão de sua cor".

9. Os Paços trazem em campo de ouro um braço movente do cantão sinistro do chefe, empunhando uma espada de sua cor, guarnecida de ouro e golpeando com ela a boca de uma serpe verde, movente do cantão destro da ponta; timbre: uma estrela de oito raios de ouro entre duas asas de negro.

10. Os Tenreiros trazem "em campo de prata um pinheiro verde e nele enroscada ũa cobra de prata com dois bezerros vermelhos de sua cor, passantes e afrontados ao pé e no alto o sol e lua vermelhos; timbre: um dos bezerros". Anselmo Braamcamp Freire na Armaria portuguesa (1908) segue Coelho.

11. Os Martins de Diogo Martins trazem um "escudo partido em faixa: em o alto, campo de ouro com três flores de lis de púrpura em faixa; e no segundo negro com duas faixas de ouro; timbre: ũa das flores de lis". Estas armas foram concedidas por Dom Sebastião a Diogo Martins em 1560. Na carta de brasão, descrevem-se assim: "um escudo partido em faxa: ao primeiro, de preto com duas barras d'ouro; e ao segundo, d'ouro com três frol-de-lises de púrpura, assentadas em pala; elmo de prata cerrado, guarnido d'ouro; paquife d'ouro e preto e ouro e púlpara; e por timbre ũa das frol-de-lises das armas". Portanto, tanto Albergaria como Coelho divergem.

12. Os Rios das Astúrias trazem "em campo d'ouro duas faixas de azul ondadas; orla de prata sobre filete negro com cinco cabeças de serpes verdes com as línguas vermelhas; timbre: ũa das cabeças das armas".

Fólio 64 – 1. Fidalgo e Dias; 2. Regras de João das Regras; 3. Mega de Vasco Martins da Mega; 4. Figueiroas e Figueiras; 5. Vaz de Martim Vaz, Rei de Armas; 6. Castanhos; 7. Carvalhal Benfeito de Diogo Fernandes; 8. Cárcomos; 9. Moniz de Lusinhão de Fébus Moniz; 10. Magriços; 11. Borralhos; 12. Ramires.
Fólio 64 – 1. Fidalgo e Dias; 2. Regras de João das Regras; 3. Mega de Vasco Martins da Mega; 4. Figueiroas e Figueiras; 5. Vaz de Martim Vaz, Rei de Armas; 6. Castanhos; 7. Carvalhal Benfeito de Diogo Fernandes; 8. Cárcomos; 9. Moniz de Lusinhão de Fébus Moniz; 10. Magriços; 11. Borralhos; 12. Ramires.

1. Albergaria menciona os Fidalgos e Dias e dá as suas armas no apêndice, que Coelho não traduz: "Un lucero de oro en campo azul". Por timbre, o mesmo luzeiro.

2. Albergaria menciona os Regras de João das Regras e dá as suas armas no apêndice, que Coelho não traduz: "Escudo a franje, con dos bastones de oro entre dos cruces de oro, floridas y vacías, y dos dragones de plata oro batallantes en campo rojo; y por timbre media sierpe con un bastón atravesado en la boca". Braamcamp segue Coelho.

3. Albergaria menciona os da Mega de Vasco Martins da Mega e dá as suas armas no apêndice, que Coelho não traduz: "una torre y escala de oro arrimada en campo verde, asentada sobre ondas de azul y plata, y en lo alto un estandarte rojo de plata con cruz de plata roja". Por timbre, a torre. Coelho é que diverge.

4. Os Figueiroas e Figueiras trazem "em campo de ouro cinco folhas de figueira verdes; timbre: um braço vestido de vermelho com um ramo de figueira de cinco folhas na mão".

5. Albergaria menciona os Vazes de Martim Vaz e dá as suas armas no apêndice, que Coelho não traduz: "Escudo partido en pala: en el primero de oro con media águila roja; el segundo azul con tres palomas de plata, alas extendidas y extremos rojos; timbre: una cabeza de león rojo, que sale de una guirnalda de dos plumas de pavón de oro".

6. Os Castanhos trazem "em campo de prata um castanho verde e arrimado a ele um leão lobo passante negro". Por timbre: o lobo nascente com um ramo da castanheira na mão.

7. Estas armas foram concedidas por Dom João III a Diogo Fernandes do Carvalhal Benfeito em 1537. Na carta de brasão, descrevem-se assim: "ũu escudo de vermelho com um baluarte de prata, com as portas e frestas e lavrado de preto; elmo de prata cerrado, guarnido d'ouro; paquife de prata e vermelho; e por timbre ũu mouro vestido de malha com a cabeça foteada e a barba ruiva e ũa lança quebrada, que lhe passa por dabaixo do braço esquerdo, com o ferro ensanguentado, todo inclinado pera diante".

8. Os Cárcamos trazem "um leão xaquelado de prata e vermelho, armado de vermelho, em campo azul". Por timbre: o leão.

9. Os Monizes de Lusinhão trazem um "escudo esquartelado: o primeiro de azul com cinco estrelas de ouro; o segundo outra vez esquartelado: no primeiro, em campo de prata cruz de ouro cruzada entre quatro cruzes do mesmo; no segundo, em campo de prata um leão de púrpura, coroado de ouro, composto de seis peças de prata e azul; e sobre tudo um leão negro vermelho batalhante, coroado d'ouro, em escudo de prata ouro; timbre: o mesmo leão com ũa das cruzes na espádua". Tanto Albergaria como Coelho divergem.

10. Os Magriços trazem três bancos vermelhos em campo de ouro; timbre: um leão de ouro, armado e lampassado de vermelho, com uma estrela vermelha de oito raios na espádua.

11. Albergaria menciona os Borralhos e dá as suas armas no apêndice, que Coelho não traduz: "Faja Jefe de oro dentado en campo azul y tres estrellas de oro en roquete". Por timbre, um leão nascente azul, armado e lampassado de vermelho, com uma das estrelas na espádua. Coelho converge.

12. Albergaria menciona os Ramires e dá as suas armas no apêndice, que Coelho não traduz: "En campo rojo, león de oro, desgajando un ramo de un árbol verde; orla azul con cuatro aspas y cuatro veneras de oro; y por timbre un aspa roja con cuatro veneras de oro".

24/06/24

TESOURO DE NOBREZA (XXVIII)

Armas das famílias (XII).

Do Tesouro de nobreza (1675):

Confira-se a postagem introdutória no que diz respeito às descrições e aos critérios de edição.

Folha 59 – 1. Leais; 2. Berredo e Revoredo; 3. Pitas; 4. Amorim; 5. Castro do Rio; 6. Fafes; 7. Minas; 8. Corelha; 9. Matas; 10. Gançoso; 11. Lagarto; 12. Oliva.

1. Os Leais trazem em campo vermelho dois lebréus de prata, coleirados de azul, acompanhados de sete estrelas de ouro de oito raios, postas em orla; timbre: um dos lebréus. Albergaria menciona-os no apêndice, mas não dá as suas armas.

2. Os Berredos e Revoredos trazem "em campo azul um baluarte de prata, ardendo em fogo, assentado sobre ũa rocha de sua cor; timbre: o mesmo baluarte".

3. Os Pitas trazem "ũa onça rompente de prata, armada d'ouro de vermelho e gotada de sangue, em campo vermelho, orlada de crescentes azuis com as pontas para baixo em campo de ouro; timbre: meia onça de prata, gotada armada de vermelho, com um dos crescentes da orla das armas nas mãos, como que a despedaça". Estas armas foram concedidas por Dom Sebastião a Sebastião Gonçalves Pita em 1569. Na carta de brasão, descrevem-se assim: "o campo vermelho e ũa onça rompente de sua cor, armada d'ouro, com ũa bordadura d'ouro, cheia de crescentes de luas d'azul; e elmo de prata cerrado, guarnecido d'ouro; paquife de prata e vermelho e ouro e azul; e por timbre, meia onça, gotada de vermelho, com ũa das crescentes de lua nas mãos, como que a espedaça". Portanto, Coelho é que diverge.

4. Albergaria menciona os Amorins e dá as suas armas no apêndice, que Coelho não traduz: "Cinco cabezas de moros en campo rojo, tocadas de plata, barbas de oro y rostros encarnados". Por timbre, um braço armado de prata, segurando uma das cabeças pelo cabelo.

5. Os Castros do Rio trazem "nove torteaus de púrpura, cada três em faixa, com dois rios azuis, ondados do primeiro em campo de prata; timbre: um cavalo marinho nascente de ũa onda de rio". Estas armas foram concedidas por Dom Sebastião a Diogo do Castro do Rio em 1561. Na carta de brasão, descrevem-se assim: "o campo de prata e duas faxas d'água ondadas, antre nove arruelas de púrpura; elmo de prata aberto, guarnido d'ouro; paquife de prata e púrpura e prata e azul; e por timbre um cavalo marinho de sua cor, que a metade sai do elmo, cercado de ũa onda d'água".

6. Os Fafes trazem "escudo partido em pala: no primeiro, xaquetado de ouro e vermelho de três peças em pala; e no segundo, xaquetado das mesmas peças de prata e azul azul e prata; timbre: um sol de ouro". Coelho converge.

7. Os da Mina trazem "três cabeças bustos de negros em roquete, com colares de ouro ao pescoço e arrecadas em as orelhas e narizes; timbre: ũa das cabeças um dos bustos". Coelho é que diverge.

8. Os Corelhas trazem "em campo vermelho ũa torre de prata, lavrada de negro, entre dois lebréus do mesmo trepantes, com coleiras azuis, guarnecidas d'ouro, e em cima da torre ũa donzela que aparece dos peitos para riba, toucada cabelos de ouro e vestida de azul; timbre: um dos lebréus das armas passante". Coelho é que diverge.

9. Os Matas trazem um "escudo de ouro com três matas verdes, floridas de azul e branco vermelho em roquete; timbre: ũa delas". Estas armas foram concedidas por Dom Filipe II a Luís Gomes da Mata em 1606. Na carta de brasão, descrevem-se assim: "o campo d'ouro e três matas verdes floridas; e elmo de prata aberto, guarnecido d'ouro; paquife de ouro e verde; e por timbre outra mata florida".

10. Os Gançosos trazem "em campo vermelho ũa cruz de prata chã entre quatro caldeiras de ouro, faixadas cada ũa com duas faixas negras, e outra caldeira do mesmo ao pé; timbre: dois braços vestidos de vermelho com ũa das caldeiras das armas nas mãos". Coelho é que diverge.

11. Os Lagartos trazem "em campo de prata três lagartos verdes em faixa, matizados de ouro; timbre: um dos lagartos".

12. Os Olivas trazem um "escudo verde com um pé ondado de prata e azul e nele um leão de ouro rompente, armado de negro vermelho, atravessado pelo peito e cortado com meia lança de sua cor, ferro ensanguentado; timbre: um homem nascente, vestido de vermelho verde, com o pedaço da lança na mão". Estas armas foram concedidas por Dom Sebastião a Lourenço de Oliva em 1564. Na carta de brasão, descrevem-se assim: "o campo verde e um leão d'ouro rompente, atravessado com uma metade de lança de sua cor per antre as espáduas, que lhe saiu o ferro à barriga, armado de preto, gotado de sangue, junto de ũa ribeira que vai pelo pé do escudo; o elmo de prata cerrado; guarnido d'ouro; paquife d'ouro e verde; e per timbre um meio homem vestido de vermelho com a outra metade de lança, enristada na mão". Portanto, Coelho é que diverge.

Folha 60 – 1. Giraldes de Florença; 2. Liras, Leis e Lis; 3. Bravos; 4. Viveiros; 5. Anhais; 6. Cisneiros; 7. Mendes de Tângere; 8. Avinhal; 9. Landim; 10. Girões; 11. Padilhas; 12. Gonçalves de Antão Gonçalves.

1. Os Giraldes de Florença trazem "em campo de prata um leão rompente negro, armado de azul vermelho, coroado de ouro; timbre: o mesmo leão". Coelho é que diverge.

2. Os Liras, Leis e Lises trazem "cinco coticas azuis em banda em campo d'ouro; timbre: meio leão de ouro, acoticado e armado de azul".

3. Os Bravos trazem "em campo azul, castelo xaquetado de ouro e azul, plantado sobre ondas azuis e prata, a porta do castelo negra e um leão de ouro rampante nela e no meio do castelo um escudo azul com três flores de lis de ouro e sobre as torres duas águias de ouro com as asas estendidas". Por timbre: o leão. Coelho é que diverge.

4. Os Viveiros trazem "esquartelado: no primeiro e quarto, três montes verdes em campo d'ouro e de cada um sai ũa mata de urtigas de sua cor e ao pé deles ũas ondas de água; no segundo e terceiro, as armas dos Gusmães; timbre: ũa pega de sua cor com um ramo das armas no bico". Albergaria dá as armas dos Biveiros, ao passo que aqui Coelho pinta as armas dos Viveiros de Alenquer.

5. Os Anhaias trazem "em campo de ouro cinco coticas vermelhas em banda. Timbre: um lobo passante vermelho".

6. Os Cisneiros trazem um "escudo partido em pala terciado em mantel: o primeiro dividido em faixa e na parte superior na primeira parte, três cisnes de prata, armados de ouro e com coleiras do mesmo; e na inferior, em campo vermelho cinco flores de lis de prata; e na segunda parte do escudo, em campo de prata três barras palas vermelhas; timbre: um dos cisnes". Coelho é que diverge.

7. Os Mendes de Tânger trazem "em campo azul ũa porta com duas torres de prata, lavradas de negro, com um pé vermelho, partido em pala: no primeiro, ũa cabeça de mouro, toucada de prata, cortada em sangue; e no segundo, três lanças de sua cor com os ferros de prata, postas em pala em roquete faixa; timbre: a mesma cabeça”. Estas armas foram concedidas por Dom Manuel I a Manuel Mendes de Tânger em 1520. Na carta de brasão, descrevem-se assim: "em campo azul ũa porta com duas torres de prata, lavradas e frestas de preto, e ũu pee de vermelho com ũa cabeça de mouro toucada de branco, cortada em vermelho, e três lanças de sua color em pal e em roquete; elmo de prata çarrado; paquife de prata e azul; e por timbre a mesma cabeça das armas". Portanto, Coelho é que diverge.

8. Os Vinhais trazem "em campo de ouro três chibrones ou asnas xaquetadas de prata e negro de dez peças; timbre: dois ramos verdes de parras com dois razinhos racimos de ouro".

9. Os Landins trazem "em campo de prata ũa faixa vermelha e ũa cabeça de leão do mesmo em cima; timbre: a cabeça do leão entre duas asas de águia d'ouro".

10. Os Girões trazem um "escudo partido em pala e faixa e, à parte de riba, as armas de Castela e Leão de suas cores reais, e em baixo, em campo de ouro três girões vermelhos gironado de ouro e vermelho de oito peças; timbre: o leão com um girão de ouro na espádua". Coelho é que diverge.

11. Os Padilhas trazem "três pás ou sartenejas de prata com os cabos de ouro em campo azul e em torno delas nove meias luas de prata com as pontas para baixo; timbre: águia negra volante". Coelho é que diverge.

12. Albergaria menciona os Gonçalves de Antão Gonçalves e dá as suas armas no apêndice, que Coelho não traduz: "En campo verde, banda de plata y sobre ella dos leones de púrpura rompientes, armados de rojo; y por timbre medio león del escudo con una cotiza de plata en banda". Coelho converge.

Folha 61 – 1. Azambujas; 2. Matela; 3. Leão; 4. Vilhegas; 5. Cacena; 6. Catela e Cacela e Calaça; 7. Bembos; 8. Madureiras; 9. Cabedos; 10. Cide de Vivar; 11. Colaços de João Álvares Colaço; 12. Lopes.

1. Os Azambujas trazem "em campo de ouro quatro bandas vermelhas; por timbre, um selvagem nascente, coberto de cabelos de ouro, com um pau-do-brasil aos ombros, asido de ambas as mãos".

2. Os Matelas trazem "em campo de prata ũa faixa vermelha e um chefe endentado de três peças do mesmo e sobre cada dente ũa moleta de ouro; timbre: um braço armado com duas esporas bastardas de ouro com as correias vermelhas na mão".

3. Os Leões trazem "um leão vermelho em campo de prata e por orla oito aspas d'ouro em campo vermelho". Timbre: o leão nascente.

4. Os Vilhegas trazem "cruz negra, florida e vazia do campo de prata, em torno dela orla do mesmo com oito caldeiras negras com duas cabeças de serpes verdes em cada asa, no cabo delas; timbre: dois braços armados com ũa das caldeiras das armas nas mãos".

5. Os Cacenas trazem "em campo de ouro um crescente de lua vermelho com as pontas para baixo em o alto do escudo e no restante três faixas negras; timbre: meio leão aleopardado de ouro, armado de vermelho, com o crescente das armas nos peitos".

6. Os Catelas, Cacelas e Calaças trazem "um leão azul rompente, armado de vermelho, em campo de prata". Timbre: o leão nascente.

7. Os Bembos trazem "em campo azul ũa asna de ouro entre três rosas do mesmo em roquete; timbre: meio cavalo branco hipogrifo e as asas de ouro azuis". Numa carta de brasão de 1583, o timbre está pintado de ouro.

8. Os Madureiras trazem esquartelado: o primeiro e quarto de vermelho com um leopardo de ouro, armado e lampassado de vermelho; o segundo e terceiro de vermelho com uma flor de lis de ouro; timbre: o leopardo. No apêndice, Albergaria dá-lhes "escudo a cuartel: en el primero y último, seis roeles de oro en campo rojo; y en los otros un perrillo pardo en campo de plata con una flor de lis azul, delante de las manos".

9. Albergaria menciona os Cabedos e dá as suas armas no apêndice, que Coelho não traduz: "En campo rojo tres calderas de plata y parte el escudo una bandera de plata, lanza de oro y hierro de su color, y a la parte izquierda tres flores de lis de oro en campo azul". Por timbre, um braço vestido de vermelho com uma das caldeiras na mão.

10. Albergaria menciona os Cides de Vivar e dá as suas armas no apêndice, que Coelho não traduz: "Escudo partido en faja: el de la parte diestra superior, partido en pala, en el primero cuartel de Castilla y León con sus colores reales y el segundo de oro con cuatro palas rojas; y la segunda del escudo, una encina verde con raíces de plata y frutos de oro en campo rojo y un león de oro; y el mismo por timbre con un ramo en las manos".

11. Os Colaços de João Álvares trazem em campo vermelho uma banda azul, carregada de um leão de ouro, armado e lampassado de vermelho e posto no sentido da banda, entre dois pinheiros verdes, perfilados e frutados de ouro; timbre: o leão nascente com um ramo de pinheiro na mão.

12. Os Lopes trazem "em campo azul ũa palmeira d'ouro e nela um corvo passante com as asas estendidas; timbre: o mesmo corvo, que intenta voar com um ramo de palma no bico". Estas armas foram concedidas por Dom Afonso V a João Lopes em 1477. Na carta de brasão, descrevem-se assim: "ũu escudo azul e ũa palmeira d'ouro nele, com ũu corvo pousante na dita palmeira com as aas tendidas".

22/06/24

TESOURO DE NOBREZA (XXVII)

Armas das famílias (XI).

Do Tesouro de nobreza (1675):

Confira-se a postagem introdutória no que diz respeito às descrições e aos critérios de edição.

Fólio 56 – 1. Proenças; 2. Galhardos; 3. Tourinhos; 4. Pegados; 5. Cirnes; 6. Barbanças; 7. Arcos; 8. Boteto; 9. Refoios; 10. Pretos; 11. Castanheiras; 12. Rodrigues de Martim Rodrigues.
Fólio 56 – 1. Proenças; 2. Galhardos; 3. Tourinhos; 4. Pegados; 5. Cirnes; 6. Barbanças; 7. Arcos; 8. Boteto; 9. Refoios; 10. Pretos; 11. Castanheiras; 12. Rodrigues de Martim Rodrigues.

1. Os Proenças trazem "escudo partido em pala: o primeiro, águia negra de duas cabeças, armada d'ouro, em campo verde; o segundo, em campo azul cinco flores de lis de ouro em aspa; timbre: meia águia das armas com ũa só cabeça e bicada de ouro".

2. Os Galhardos trazem "em campo vermelho um leão-pardo de ouro passante com ũa flor de lis do mesmo na cabeça, posta no alto; timbre: o mesmo leão".

3. Os Tourinhos trazem "em campo verde um touro passante vermelho, cornos de prata e unhas d'ouro; timbre: o mesmo touro".

4. Os Pegados trazem "campo de ouro com quatro coticas vermelhas em banda; timbre: três setas em roquete, atadas com um cordel vermelho, hástias de ouro e ferros de prata e penas vermelhas".

5. Os Cirnes trazem "em campo de prata um cirne branco sobre água e um chefe de azul com sete três estrelas d'ouro de oito pontas; timbre: o mesmo cirne das armas". Coelho é que diverge.

6. Os Barbanças trazem "em campo de ouro cinco escudinhos vermelhos em aspa; timbre: meia águia de ouro, armada de vermelho, com um escudinho das armas nos peitos".

7. Os Arcos trazem "em campo de ouro um sagitário, a parte de cavalo de negro, arco vermelho em a mão esquerda, seta de prata e ferro de sua cor, com a corda e penas verdes, como que quer tirar, e ele nu, de cor de homem; timbre: o mesmo". Estas armas foram concedidas por Dom João II a João Fernandes do Arco em 1485. Na carta de brasão, descrevem-se assim: "em este escudo, do qual escudo é o campo d'ouro e nele ũu sagitário, a saber, a metade que é homem branco e a metade que é cavalo preto, e o arco de metades, a saber, a costa de prata e o de dentro dele vermelho, com as empolgueiras negras e a corda de prata e a frecha verde e branca e o ferro preto". Portanto, pouca divergência.

8. Os Botetos trazem um "escudo esquartelado: ao primeiro e último dos Meneses e nos outros dos Barretos; timbre: meio mouro vestido de ouro, forrado de arminhos e toucado de prata; barba larga, meios braços nus e na mão direita ũa pedra, como que tira com ela".

9. Os Refoios trazem "em campo de prata quatro palas vermelhas; timbre: dois pés de águias de ouro com um bastão de prata entre quatro penachos vermelhos".

10. Os Pretos trazem "escudo esquartelado: o primeiro composto de seis palas de ouro e azul; o segundo xaquetado de ouro e azul de seis peças em faixa; timbre: um braço de negro nu com um bastão de ouro na mão".

11. Os Castanheiras trazem "em campo vermelho três bandas de arminhos; e timbre: dois ramos de castanheiro em aspa com os ouriços de ouro".

12. Os Rodrigues de Martim Rodrigues trazem "em campo de ouro cinco flores de lis vermelhas em aspa e no alto do escudo ũa cruz do mesmo, vazia e florida em campo vermelho; timbre: meio leão rompente de ouro, armado de vermelho, com ũa das flores de lis na espádua".

Fólio 57 – 1. D’Outiz; 2. Revaldo; 3. Serras; 4. Lúcios; 5. Nobres; 6. Afonsos de Jorge Afonso; 7. Varejão; 8. Dutras; 9. Tições; 10. Guerreiros; 11. Alarcão; 12. João de Figueiredo.
Fólio 57 – 1. D'Outiz; 2. Revaldo; 3. Serras; 4. Lúcios; 5. Nobres; 6. Afonsos de Jorge Afonso; 7. Varejão; 8. Dutras; 9. Tições; 10. Guerreiros; 11. Alarcão; 12. João de Figueiredo.

1. Os de Outiz trazem "em campo de ouro seis tortas ou roeles vermelhos em duas palas; timbre: ũa cabeça de drago de ouro vermelha, armada do mesmo, com ũa das ruelas na testa". Coelho converge.

2. Os Revaldos trazem "um grifo passante de ouro negro, rajado de negro ouro, em campo azul; timbre: o mesmo grifo das armas". Coelho converge.

3. Albergaria menciona os Serras e dá as suas armas no apêndice, que Coelho não traduz: "en campo rojo, torre de plata con tres entre dos cabezas de sierpe en lo alto movientes de los flancos, entre un árbol y una flor de lis de oro asentada en un monte verde; y por timbre un brazo vestido de rojo con espigas en la mano". Anselmo Braamcamp Freire na Armaria portuguesa (1908) segue Coelho.

4. Os Lúcios trazem "em campo azul ũa ribeira de prata em banda, pela qual sobe um peixe lúcio de sua cor, entre dois leões de ouro, armados de vermelho azul, batalhantes; timbre: um dos leões das armas com o peixe na mão". Coelho faz a água escorrendo para as bocas dos leões, que a bebem.

5. Os Nobres trazem em campo vermelho uma torre de prata, assente num mar do mesmo e azul, e uma cabeça de mouro toucada de prata e vermelho, boiando junto à porta; timbre: um braço armado de prata com a mão agarrando uma cabeça do mesmo pelo cabelo.

6. Albergaria menciona os Afonsos de Jorge Afonso e dá as suas armas no apêndice, que Coelho não traduz: "Escudo partido en pala: en el primero, una torre de plata, labrada de negro, en campo verde y, sobre ella, media águila negra de dos cabezas extendida con los picos de oro; en el segundo, león rojo en campo de plata". Por timbre: o leão nascente. Coelho converge.

7. Albergaria menciona os Varejões e dá as suas armas no apêndice, que Coelho não traduz: "En campo azul rojo, castillo de plata sobre agua, entre dos estrellas de seis cinco puntas y en lo alto una bandera de plata; un brazo azul armado de plata, que sale por una tronera, con un tronco de oro su color en la mano; y por timbre el mismo brazo". Braamcamp segue Coelho, mas dá seis raios às estrelas.

8. Os Dutras trazem "em campo azul três besantes d'ouro em roquete e em cada um três gotas negras; timbre: um abutre de sua cor, armado de ouro". Coelho é que diverge.

9. Os Tições trazem em campo azul uma torre coberta de prata, firmada em ponta e carregada de dois tições acesos de sua cor junto à porta; timbre: um braço vestido de azul com a mão empunhando um dos tições.

10. Os Guerreiros trazem em campo vermelho um leão de ouro, empunhando uma espada levantada de prata, guarnecida e empunhada de ouro; timbre: um braço armado de prata, empunhando a espada.

11. Os Alarcões trazem "em campo vermelho ũa cruz de ouro hueca, floretada, e por orla em campo vermelho azul oito aspas d'ouro; timbre: a cruz um leão nascente vermelho". Coelho converge.

12. "Os descendentes de João de Figueiredo trazem por acrescentamento a suas armas em campo azul ũa torre de prata, guarnecida de negro, com portas e frestas vermelhas e quatro bandeiras de prata, em cada ũa sua cruz de Cristo, levantadas sobre a torre. E por timbre a mesma torre". Estas armas foram concedidas por Dom João III a João de Figueiredo em 1528. Na carta de brasão, descrevem-se assim: "o campo meo partido em pala: o primeiro d'azul e ũa torre de prata com as portas e frestas lavradas de vermelho e com quatro bandeiras de Cristos, com as varas d'ouro, em cada canto sua; e a outra parte de vermelho com cinco folhas de figueira verdes, perfiladas d'ouro, em aspa; elmo de prata aberto; paquife de prata e azul e d'ouro e vermelho; e por timbre a mesma torre com as bandeiras".

Fólio 58 – 1. Couros; 2. Botafogo; 3. Do Pó; 4. Azinhal; 5. Espíndolas; 6. Soares de Toledo; 7. Contreiras; 8. Duarte Pacheco; 9. Da Grã; 10. Tibaus; 11. Nicolau Coelho; 12. Patalim.
Fólio 58 – 1. Couros; 2. Botafogo; 3. Do Pó; 4. Azinhal; 5. Espíndolas; 6. Soares de Toledo; 7. Contreiras; 8. Duarte Pacheco; 9. Da Grã; 10. Tibaus; 11. Nicolau Coelho; 12. Patalim.

1. Os Couros trazem um "escudo de prata, gotado de sangue, e nele ũa serpe de sua cor, ferida nos peitos, envolta em dois braceletes azuis, postos em aspa, mordendo em um deles; timbre: meio braço vestido de azul e na mão ũa manopla com ũa cabeça e garganta de serpe, cortada em sangue". Coelho converge.

2. Os Botafogos trazem uma torre de prata, lavrada, aberta e iluminada de negro, lançando fogo pelas frestas; timbre: a torre.

3. Os do Pó trazem "em campo de prata um leão de púrpura, armado de vermelho e agachado para saltar com o rabo revolto entre as pernas; orla vermelha com oito aspas de prata; timbre: o mesmo leão das armas com ũa aspa na espádua". Coelho converge.

4. Os Azambujais (e não Azinhais) trazem "em campo de prata um azambujeiro ou azambuja de sua cor com o pé azul e ũa adarga de ouro vermelha, guarnecida de vermelho ouro, pendurada na árvore; timbre: um ramo do azambujeiro". Estas armas foram concedidas por Dom João III a Gaspar Pacheco do Azambujal em 1554. Na carta de brasão, descrevem-se assim: "ũu escudo de prata com ũu azambujeiro de sua cor, afirmado em ũu pee d'azul, e no tronco dele, pendurada, ũa adarga d'ouro, guarnida de vermelho; elmo de prata sarrado, guarnido d'ouro; paquife de prata e verde e ouro e azul; e por timbre ũu ramo do mesmo azambujeiro". Portanto, Coelho é que diverge.

5. Os Espíndolas trazem "em campo de ouro ũa faixa xaquetada de prata e vermelho pelo largo e sobre ela ũa espínola ou barrena vermelha, à maneira de flor de lis; e por timbre um ramo de espinhas vermelho, florido de verde uma águia nascente negra, coroada de ouro". Coelho converge nas armas e diverge no timbre.

6. Os Soares de Toledo trazem "em campo vermelho duas almarraxas ou albarradas de ouro de duas asas cada ũa, cheias de açucenas brancas abertas, entre ũa banda de ouro, que sai de duas cabeças de serpes do mesmo, armadas de azul vermelho; timbre: ũa delas". Coelho é que diverge.

7. Os Contreiras trazem três palas azuis em campo de prata; timbre: uma aspa azul.

8. Os Pachecos de Duarte Pacheco trazem um "escudo vermelho e nele cinco coroas de ouro em quina; orla branca, ondeada de azul, verde com oito castelos cobertos de madeira verdes ouro, armados em água sobre dois um navios rasos cada um; cercam este escudo sete estandartes mouriscos por troféu, três dois vermelhos, dois brancos amarelos e dois azuis, um azul, um de púrpura e um branco; timbre: um castelo do mesmo com ũa das bandeiras alvorada". Segundo Damião de Góis na Crônica do felicíssimo rei Dom Emanuel (1566-67, primeira parte, capítulo 100), estas armas foram concedidas pelo rei de Cochim a Duarte Pacheco em 1504. Na carta de brasão, que o cronista copia, descrevem-se assim: "um escudo vermelho, por sinal de muito sangue que dos de Calecut derramou nesta guerra, e dentro nele lhe dou cinco coroas d'ouro em quina, por sinal de cinco reis que nela desbaratou, e a bordadura deste escudo lhe dou branca com ondas azues e oito castelos nela, de madeira verdes, armado n'ágoa, sobre dous navios rasos cada castelo, por duas vezes que o combateram com estes oito castelos e d'ambas os desbaratou; dou-lhe sete bandeiras de ponta ao derredor deste escudo, três vermelhas e duas brancas e duas azues, por sete combates que lhe el-rei de Calecut deu em pessoa e em todos sete o desbaratou e por sete bandeiras que lhe tomou das mesmas cores e feição; e dou-lhe um elmo de prata aberto, guarnecido d'ouro e vermelho; e por timbre um castelo do mesmo teor e nele ũa bandeira vermelha de ponta". Portanto, Coelho é que diverge.

9. Os da Grã trazem "em campo de ouro ũa águia vermelha estendida; timbre: a mesma águia".

10. Os Tibaus trazem "em campo vermelho ũa árvore verde com raízes de prata e dous leões de ouro trepantes; timbre: um dos leões com um ramo da árvore nas mãos". Coelho é que diverge.

11. Os Coelhos de Nicolau Coelho trazem "em campo de vermelho um leão de ouro rompente, armado de azul, com um pé n'água, entre duas colunas de prata, que estão sobre montes verdes, e em cada ũa um escudinho azul com as cinco quinas de Portugal e ao pé do escudo o mar com ũa duas naus; timbre: meio leão de ouro azul, armado de vermelho, com ũa das colunas nas mãos". Coelho é que diverge.

12. Os Patalins trazem um "escudo franchado: o primeiro de ouro com quatro palas cinco faixas azuis; o segundo de vermelho com um castelo de ouro de prata; e assi aos contrários; timbre: um dos castelos das armas". Coelho é que diverge.